quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Transportes e comunicações

  Foi na segunda metade do séc.XIX, com Fontes Pereira de Melo, ministro D.Maria II, D.Pedro V, D.Luís I que se deram os grandes melhoramentos e a modernização dos meios de transporte e das vias de comunicação.
  Durante o governo de Fontes Pereira de Melo, construíram-se muitos kms de novas estradas (feitas com pedras pequenas e saibro), linhas de caminho-de-ferro, passando-se viajar com mais rapidez e de uma forma mais barata e segura. As pessoas estavam mais próximas umas das outras e por outro lado era mais fácil a circulação de mercadorias (o que contribuiu para o desenvolvimento da agricultura, da indústria e do comércio) e da troca de ideias e informações (jornais e revistas).
  Portugal ficou mais perto do centro da Europa.

A modernização da indústria

  O aparecimento da máquina a vapor, foi um grande passo para a indústria, sendo em 1835 a sua primeira utilização. Com a máquina a vapor conseguia-se um aumento da produção, em menos tempo e com o trabalho de um menor número de pessoas.
  As primeiras indústrias que se modernizaram foram: a têxtil, a do tabaco, a do papel e das conservas de peixe. No final do séc. XIX, existiam duas principais zonas industriais: a zona do Porto/Braga/Guimarães e a zona de Lisboa/Barreiro/Setúbal.
  Nas fábricas trabalhavam muitas mulheres e crianças, que tinham de cumprir um horário de trabalho de muitas horas e onde sofriam muitos acidentes.
  Contudo, nos mais rurais, fora dos grande centros urbanos, ainda predominava a produção artesanal.

A exploração mineira

  No século XIX, a exploração mineira não estava muito desenvolvida, o que fez com que fossem criadas 600 licenças para a exploração de minas, fazendo com que existisse um melhor aproveitamento dos nossos recursos minerais nacionais (ferro, cobre, estanho, carvão, volfrâmio). 
O carvão passou a ser a principal fonte de energia, utilizando-se para o uso doméstico, a produção de gás e para o funcionamento de algumas máquinas a vapor.

As actividades produtivas

  Para desenvolver a modernização do país os governos liberais, de forma a desenvolver a agricultura incentivaram os agricultores baixando os impostos e as obrigações e criaram leis para dividir a terra, tiraram terras aos mosteiros e aos nobres, acabaram com o direito de morgadio e dividiram os terrenos incultos. Assim  aumentaram-se as áreas cultivadas, dando-se a expansão do cultivo do arroz e da batata que passaram a fazer parte da alimentação da população mais pobre, fazendo com que pudessem resistir melhor às epidemias.
  Novas técnicas de cultivo tiveram de ser aplicadas para a modernização da agricultura, como a selecção de sementes, a alternância de culturas, o uso de adubos, máquinas agrícolas, alfaias e outras feitas em ferro sendo estas ultimas utilizadas pelos proprietários mais ricos.
  Embora as máquinas agrícolas tivessem tracção animal, em 1860 já se contava com duas debulhadoras a vapor na zona de Évora.
  Ainda assim a mecanização agrícola fez-se muito lentamente, pois não foi recebida com agrado dado que esta iria provocar  desemprego.
   Na exportação houve aumentos significativos dado que a fruta e o vinho aumentaram a produtividade.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A modernização do reino

  As invasões napoleónicas, a independêcia do Brasil e a guerra civil entre liberais e absolutistas  empobreceram e desorganizaram o Reino, em relação aos outros países europeus.
Para recuperar esse atraso, os governos liberais fizeram uma série de leis que tinham como objectivo desenvolver e modernizar Portugal.
  Foi no final do reinado de D.Maria II que se iniciou o período de modernização do Reino.
No entanto, foram os seus descendentes que assistiram às principais mudanças e inovações, tais como D.Pedro V , D.Luís e D.Carlos.